Tiveste relações nos dias férteis e agora perguntas-te: "Será que o óvulo foi fecundado?" É uma das fases mais ansiosas de quem está a tentar engravidar. A verdade é que, nos primeiros dias, o corpo não dá sinais seguros. Neste artigo explicamos o que acontece depois da fecundação, que sinais podem aparecer, o que não prova gravidez e quando fazer o teste.
O que acontece depois da fecundação
| Dias depois da ovulação | O que acontece |
|---|---|
| 0 a 1 | O espermatozoide encontra o óvulo na trompa: fecundação. O óvulo só vive cerca de 12 a 24 horas. |
| 1 a 6 | O embrião divide-se e viaja pela trompa até ao útero |
| 6 a 12 | Implantação no útero; começa a produção de hCG |
| 10 a 14 | A hCG começa a ser detetável no sangue e depois na urina |
Ou seja: durante cerca de uma semana depois da fecundação, o corpo ainda nem "sabe" que há um embrião, porque as hormonas da gravidez só começam a subir depois da implantação.
Sinais possíveis
Depois da implantação, algumas mulheres notam:
- uma pequena perda de sangue rosada ou castanha (sangramento de implantação);
- cólicas leves;
- seios mais sensíveis;
- cansaço fora do habitual;
- mais tarde, atraso da menstruação, náuseas e outros primeiros sintomas de gravidez.
O que não prova gravidez
Quase todos os sinais acima também aparecem na fase antes da menstruação, porque são provocados pela progesterona, que sobe depois de qualquer ovulação, haja ou não gravidez.
| Sinal | Prova gravidez? | Porquê |
|---|---|---|
| Seios sensíveis, cansaço, cólicas | Não | Também acontecem antes da menstruação |
| Temperatura basal alta | Não, nos primeiros dias | Sobe depois de qualquer ovulação; só é sugestiva se se mantiver alta mais de 18 dias |
| Sintomas nos dias logo a seguir à relação | Não | A implantação ainda não aconteceu |
| Atraso da menstruação | Sugere, mas não prova | Pode ter outras causas, como stress ou ovulação tardia |
| Teste de gravidez positivo | Sim | Deteta a hCG, produzida só depois da implantação |
Outra coisa importante: nem todos os óvulos fecundados resultam numa gravidez. Muitos embriões não chegam a implantar-se, muitas vezes por alterações cromossómicas, e a mulher nem chega a saber que houve fecundação.

Quando testar
- Teste de urina: a partir do dia previsto da menstruação, cerca de 14 dias depois da ovulação, de preferência com a primeira urina da manhã.
- Se não sabes quando ovulaste: cerca de 19 dias depois da relação.
- Análise ao sangue: deteta a gravidez uns dias mais cedo, normalmente com pedido médico.
Vê o guia completo em quando fazer o teste de gravidez e com quantos dias se sabe se estás grávida.
Como aumentar as hipóteses de fecundação
- conhece o teu período fértil e usa testes de ovulação;
- tem relações a cada 1 ou 2 dias na janela fértil, sobretudo no dia do positivo e no seguinte;
- cuidem os dois da saúde: não fumar, moderar o álcool, peso saudável, ácido fólico.
Mitos comuns
- "A posição nas relações faz diferença": não há evidência disso.
- "Ficar deitada depois ajuda": também não está provado.
- "Sinto que estou grávida logo no dia seguinte": nessa altura ainda não há hormonas da gravidez; os sintomas têm outras causas.
Quando procurar ajuda médica
- ao fim de 12 meses de tentativas (ou 6 meses se tens 35 anos ou mais);
- mais cedo, se tens ciclos irregulares, perdas de gravidez anteriores ou condições como endometriose;
- com urgência, se tiveres um teste positivo e dor forte de um lado ou sangramento abundante.
Perguntas frequentes
Quanto tempo depois da relação o óvulo é fecundado?
A fecundação acontece nas horas seguintes à ovulação. Como os espermatozoides podem sobreviver até 5 dias, uma relação alguns dias antes da ovulação também pode resultar em fecundação.
Há algum sinal seguro de fecundação antes do atraso?
Não. O único sinal seguro é um teste de gravidez positivo, a partir da altura certa.
Senti cólicas uma semana depois da ovulação. É implantação?
Pode ser, mas também pode ser da fase pré-menstrual. Espera pelo dia previsto da menstruação e faz o teste.
Para saberes ao certo: vê os nossos testes de gravidez e testes de ovulação.
Este artigo é informativo e não substitui o aconselhamento médico.
