A menopausa acontece normalmente entre os 45 e os 55 anos. Quando os ovários deixam de funcionar normalmente antes dos 40, fala-se de menopausa precoce ou, em termos médicos, insuficiência ovárica prematura. Para quem quer engravidar, é um diagnóstico difícil, mas que não fecha todas as portas. Neste artigo explicamos o que é, os sinais, como se diagnostica, o impacto na fertilidade, as opções e onde encontrar apoio.
O que é a menopausa precoce
| Termo | Idade |
|---|---|
| Menopausa natural | Normalmente entre os 45 e os 55 anos |
| Menopausa antecipada | Entre os 40 e os 45 anos |
| Menopausa precoce / insuficiência ovárica prematura (IOP) | Antes dos 40 anos |
Na insuficiência ovárica prematura, os ovários deixam de funcionar de forma regular. Ao contrário da menopausa natural, a função dos ovários pode ser intermitente: algumas mulheres ainda têm menstruações ou ovulações ocasionais.
Para os sintomas, o diagnóstico e o tratamento em geral, lê o nosso guia sobre menopausa precoce.
Sinais
- ciclos irregulares, cada vez mais espaçados, ou ausência de menstruação durante 4 meses ou mais;
- afrontamentos e suores noturnos;
- secura vaginal;
- alterações do sono e do humor;
- dificuldade em engravidar.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito pelo médico quando há alterações da menstruação (ausência ou ciclos muito irregulares durante pelo menos 4 meses) e a FSH está elevada, em geral confirmada em duas análises separadas por algumas semanas. Podem também ser pedidos:
- estradiol (normalmente baixo);
- hormona anti-mülleriana (AMH), que reflete a reserva ovárica;
- ecografia para contar os folículos;
- estudos genéticos e autoimunes, para procurar a causa.
Impacto na fertilidade
A menopausa precoce reduz muito a fertilidade, porque restam poucos folículos e a ovulação é rara. Ainda assim, numa pequena parte das mulheres com insuficiência ovárica prematura, a função dos ovários volta de forma esporádica e pode haver uma gravidez espontânea. Por isso, quem não quer engravidar deve continuar a usar contraceção até indicação médica.
Opções
| Opção | Para quem |
|---|---|
| Preservação da fertilidade (congelar óvulos ou embriões) | Quando o risco é conhecido antes (por exemplo, antes de quimioterapia ou com história familiar) e ainda há reserva ovárica |
| FIV com óvulos de dadora | A opção com mais hipóteses de gravidez quando a reserva ovárica está esgotada |
| Adoção | Outro caminho para a parentalidade |
Independentemente da fertilidade, a terapia hormonal de substituição (estrogénio e, em quem tem útero, também progesterona) é normalmente recomendada até à idade natural da menopausa, para proteger os ossos, o coração e aliviar os sintomas. A decisão é sempre feita com o médico.
Apoio emocional
Um diagnóstico de menopausa precoce pode trazer tristeza, revolta ou luto, sobretudo para quem ainda queria ter filhos. Falar com o parceiro, com pessoas de confiança ou com um psicólogo ajuda. O médico de família pode encaminhar-te para apoio especializado.
Perguntas frequentes
Com menopausa precoce ainda posso engravidar?
As hipóteses de uma gravidez espontânea são baixas, mas existem, porque os ovários podem funcionar de forma ocasional. A FIV com óvulos de dadora é a opção com mais hipóteses.
A menopausa precoce é hereditária?
Pode ser. Se a tua mãe ou irmã tiveram menopausa precoce, fala com o médico se estás a planear uma gravidez.
Que análises confirmam a menopausa precoce?
Sobretudo a FSH elevada, repetida, junto com as alterações da menstruação. A AMH e a ecografia ajudam a avaliar a reserva ovárica.
Este artigo é informativo e não substitui o aconselhamento médico.
